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Verificar a assinatura (HMAC)

A cada webhook entregue, a Selectwin assina o corpo da requisição com HMAC-SHA256 e envia o resultado no cabeçalho X-Selectwin-Signature. Recalcular essa assinatura no seu servidor — e só processar o

A cada webhook entregue, a Selectwin assina o corpo da requisição com HMAC-SHA256 e envia o resultado no cabeçalho X-Selectwin-Signature. Recalcular essa assinatura no seu servidor — e só processar o evento se ela bater — é como você garante que o payload veio mesmo da Selectwin e não foi alterado no caminho. Este guia explica como a assinatura funciona e mostra o passo a passo de verificação em Node.js, Python e PHP.

Atenção

Por que isso importa: qualquer pessoa que descubra a URL do seu endpoint pode enviar requisições forjadas. Antes de confiar em qualquer payload de webhook, verifique a assinatura criptográfica para garantir que ele foi realmente enviado pela Selectwin e não foi adulterado em trânsito. Esta é uma etapa obrigatória para integrações em produção que movimentam dinheiro.

O que é assinar com HMAC

Um webhook é uma notificação HTTP que a Selectwin envia ao seu servidor quando algo acontece (ex.: uma transação foi aprovada). Como qualquer um pode fazer um POST para a sua URL, precisamos de uma prova de origem.

Essa prova é uma assinatura HMAC (Hash-based Message Authentication Code): um resumo criptográfico calculado a partir de duas coisas — o conteúdo da mensagem e um segredo compartilhado que só você e a Selectwin conhecem. Quem não tem o segredo não consegue produzir uma assinatura válida para um corpo qualquer. Ao recalcular a assinatura com o mesmo segredo e comparar, você confirma de uma só vez que (1) o remetente conhece o segredo e (2) o corpo não foi modificado.

Como funciona

A cada entrega, a Selectwin calcula uma assinatura HMAC-SHA256 sobre o corpo bruto (raw body) do evento usando o segredo do seu endpoint e envia o resultado no cabeçalho:

X-Selectwin-Signature: sha256=<hex>
  • O valor após sha256= é o HMAC-SHA256 em hexadecimal minúsculo.
  • O segredo é o whsec_... retornado uma única vez na criação do endpoint, no campo secret da resposta. Em sandbox/produção o prefixo é o mesmo (whsec_); guarde-o com segurança (variável de ambiente ou cofre de segredos).
  • A mensagem assinada é exatamente o corpo JSON recebido, byte a byte. Para reproduzir a assinatura você precisa do corpo bruto — não re-serialize o JSON (reordenar chaves, mudar espaçamento ou números de ponto flutuante quebra a verificação).

O corpo que você recebe

O payload entregue é o envelope do evento — a mesma forma documentada no Catálogo de Eventos de Webhook:

{
  "id": "wbh_01hqzvabc",
  "type": "transaction.approved",
  "resource": "transaction",
  "resourceId": "tra_987654321",
  "createdAt": "2026-04-12T17:56:33.000Z",
  "data": { "id": "tra_987654321", "amount": 1500, "status": "approved" }
}
CampoDescrição
idID do evento (wbh_...). Use-o para deduplicar reentregas.
typeTipo do evento (ex.: transaction.approved). Lista completa no Catálogo de Eventos.
resource / resourceIdRecurso afetado e seu ID público.
createdAtQuando o evento foi gerado (ISO 8601 UTC).
dataO objeto do recurso no momento do evento. Valores monetários (ex.: amount) vêm em centavos1500 = R$ 15,00.

A assinatura é calculada sobre todo esse corpo bruto, não apenas sobre um campo. Verifique antes de fazer JSON.parse.

Passos da verificação

  1. Leia o corpo bruto da requisição (os bytes/string exatos, antes de qualquer parsing JSON).
  2. Extraia a assinatura recebida: o trecho após sha256= no cabeçalho X-Selectwin-Signature.
  3. Calcule HMAC-SHA256(rawBody, endpointSecret) e represente em hexadecimal minúsculo.
  4. Compare o valor recebido com o calculado usando uma comparação de tempo constante (constant-time), que não vaza informação pelo tempo de resposta e protege contra ataques de timing.
  5. Se baterem, responda 2xx e processe o evento. Se não baterem (ou o cabeçalho estiver ausente), responda 401 e descarte o evento — não o processe.

Use sempre o corpo bruto

Frameworks que fazem JSON.parse automático e te entregam um objeto já alteraram a representação (espaçamento, ordem das chaves). Re-serializar esse objeto produz bytes diferentes e a assinatura nunca vai bater. Configure o parser para preservar o corpo bruto (Buffer/bytes) — veja os exemplos abaixo.

Exemplos

Os exemplos abaixo leem o segredo de uma variável de ambiente, recalculam o HMAC sobre o corpo bruto e comparam em tempo constante. Substitua a rota e a variável conforme o seu projeto.

Node.js (Express)

const express = require('express');
const crypto = require('crypto');

const app = express();
const SECRET = process.env.SELECTWIN_WEBHOOK_SECRET; // whsec_...

// IMPORTANTE: capture o corpo BRUTO (Buffer). Não use express.json() nesta rota.
app.post('/webhooks/selectwin', express.raw({ type: 'application/json' }), (req, res) => {
  const header = req.get('X-Selectwin-Signature') || '';
  const received = header.startsWith('sha256=') ? header.slice(7) : header;

  const expected = crypto
    .createHmac('sha256', SECRET)
    .update(req.body) // req.body é um Buffer (corpo bruto)
    .digest('hex');

  // Comparação de tempo constante (rejeita também tamanhos diferentes)
  const ok =
    received.length === expected.length &&
    crypto.timingSafeEqual(Buffer.from(received), Buffer.from(expected));

  if (!ok) return res.status(401).send('invalid signature');

  const event = JSON.parse(req.body.toString('utf8'));
  // ... enfileire e processe event.type / event.data ...
  res.status(200).send('ok');
});

Python (Flask)

import hmac, hashlib, os
from flask import Flask, request, abort

app = Flask(__name__)
SECRET = os.environ["SELECTWIN_WEBHOOK_SECRET"].encode()  # whsec_...

@app.post("/webhooks/selectwin")
def selectwin_webhook():
    raw = request.get_data()  # corpo bruto (bytes)
    header = request.headers.get("X-Selectwin-Signature", "")
    received = header[7:] if header.startswith("sha256=") else header

    expected = hmac.new(SECRET, raw, hashlib.sha256).hexdigest()
    if not hmac.compare_digest(received, expected):  # constant-time
        abort(401)

    event = request.get_json()
    # ... enfileire e processe event["type"] / event["data"] ...
    return "ok", 200

PHP

<?php
$secret   = getenv('SELECTWIN_WEBHOOK_SECRET'); // whsec_...
$raw      = file_get_contents('php://input');   // corpo bruto
$header   = $_SERVER['HTTP_X_SELECTWIN_SIGNATURE'] ?? '';
$received = str_starts_with($header, 'sha256=') ? substr($header, 7) : $header;

$expected = hash_hmac('sha256', $raw, $secret);
if (!hash_equals($expected, $received)) { // constant-time
    http_response_code(401);
    exit('invalid signature');
}

$event = json_decode($raw, true);
// ... enfileire e processe $event['type'] / $event['data'] ...
http_response_code(200);
echo 'ok';

Reproduzindo a assinatura no terminal

Útil para depurar uma entrega: pegue o corpo bruto exato (ex.: salvo em payload.json) e recalcule o HMAC com o seu segredo. O resultado deve ser igual ao valor após sha256= no cabeçalho recebido.

# Calcula HMAC-SHA256(corpo, whsec_...) em hexadecimal
cat payload.json | openssl dgst -sha256 -hmac "$SELECTWIN_WEBHOOK_SECRET"
# Saída esperada (exemplo): SHA2-256(stdin)= 5d41402abc4b2a76b9719d911017c592...

Nota

Use o arquivo bruto exato que chegou na requisição. Se você reformatar o JSON (com jq, por exemplo) antes de calcular, os bytes mudam e a assinatura não vai bater.

Como responder

A resposta da sua verificação é simples e não usa os error.code da API Selectwin — quem responde aqui é o seu servidor:

SituaçãoResposta do seu endpointAção
Assinatura válida2xx (ex.: 200)Enfileire e processe o evento
Assinatura inválida ou cabeçalho ausente401Descarte; não processe
Evento já processado (mesmo id)2xxIgnore (idempotência) e confirme o recebimento

Os error.code do Catálogo de Códigos de Erro (ex.: invalidWebhookEventId, webhookEventIdInvalid) referem-se a chamadas que você faz à API de webhooks (listar/reenviar) — não à verificação de assinatura recebida. Veja Códigos de Erro.

Boas práticas

  • Responda rápido (2xx) e processe de forma assíncrona. A Selectwin aguarda a resposta por até 15 segundos; depois disso, a entrega é cancelada e reagendada. Coloque o evento em uma fila e retorne 200 imediatamente.
  • Trate reentregas como idempotentes. Retries podem entregar o mesmo evento mais de uma vez. Use o id do evento (wbh_...) para deduplicar — processe cada id apenas uma vez. Veja Idempotência.
  • Verifique a assinatura ANTES de fazer parsing. Calcule o HMAC sobre o corpo bruto; só então converta o JSON.
  • Compare em tempo constante. Use timingSafeEqual / hmac.compare_digest / hash_equals, nunca == ou === sobre strings.
  • Nunca logue o segredo (whsec_...). Trate-o como uma senha; mantenha-o em variável de ambiente ou cofre.
  • Endpoints sem segredo não recebem assinatura. Endpoints legados criados sem segredo não enviam o cabeçalho X-Selectwin-Signature (compatibilidade retroativa). Recrie o endpoint para obter um whsec_ e passar a verificar assinaturas.
  • Rotação de segredo. Para rotacionar, crie um novo endpoint (com novo whsec_), migre o tráfego e remova o antigo. Aceite ambas as assinaturas durante a janela de migração.
  • Exija HTTPS. Sirva seu endpoint apenas sobre TLS.

Veja também

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